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"Buscar-me-eis,               e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração"               Jer 29.13

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Chamados de Deus

05.01.2008  

Deus não dirigiu o chamado a Isaías; o profeta ouviu Deus dizendo: “Quem há de ir por nós?” O chamado de Deus não é para uns poucos escolhidos, é para todos. Ouvir ou não o chamado de Deus depende do estado em que se acham meus ouvidos; e o que ouço depende da minha disposição. “Muitos são chamados mas poucos escolhidos”, ou seja, poucos se revelam como os escolhidos. Os escolhidos são os que passaram a ter um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo, pelo qual sua disposição foi modificada e seus ouvidos foram abertos, e ouviram a voz tranqüila e suave a indagar o tempo todo: “Quem há de ir por nós?” Não é uma questão de Deus separar um homem e lhe dizer: “Olhe, você vai!” Deus não exerceu sobre Isaías nenhuma coação; ele estava na presença de Deus e ouviu-lhe o chamado, e percebeu que não lhe restava outra alternativa senão dizer, com uma liberdade consciente: “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Tire da cabeça a idéia de esperar que Deus lhe venha com coações e apelos. Quando o Senhor chamou seus discípulos, não houve nenhuma coação externa irresistível. A serena e terna insistência do seu “Segue-me” foi dirigida a homens que estavam com todas as suas faculdades bem alerta.

Se permitirmos que o Espírito nos coloque face a face com Deus, também nós ouviremos algo semelhante ao que Isaías ouviu, a voz tranqüila e suave de Deus; e em perfeita liberdade diremos: “Eis-me aqui, envia-me a mim.”

É a voz de Deus que nos é dirigida particularmente, sobre algum assunto nosso, e não adianta consultar a ninguém sobre ele. Temos que manter esse profundo relacionamento apenas entre nós e Deus.

A voz de Deus não é um eco da minha natureza; meu temperamento e gostos pessoais não entram em questão. Enquanto eu ficar levando em conta meu temperamento e pensando nas minhas aptidões pessoais, nunca ouvirei a voz de Deus. Mas, quando passar a ter um relacionamento com Deus, então me encontrarei nas mesmas condições em que Isaías se encontrava. Ele estava tão afinado com Deus, dada a tremenda crise por que passara, que conseguiu captar a voz de Deus falando à sua alma atônita. A maioria de nós não tem ouvidos para nada, a não ser para nós mesmos. Não conseguimos ouvir nada do que Deus diz. Ser levado a uma sintonia com o chamado de Deus é ser profundamente transformado.

O chamado de Deus não é um chamado para um serviço determinado; a interpretação que faço dele pode ser, porque meu contato com a natureza de Deus me fez perceber o que eu gostaria de fazer para ele.

Servir é parte natural de minha vida. Deus me coloca em um relacionamento com ele pelo qual compreendo o seu chamado, e então passo a trabalhar para ele voluntariamente, mas apenas por amor a ele. Servir a Deus é uma consciente dádiva de amor, de uma natureza que ouviu o chamado dele; é a expressão daquilo que é próprio de minha natureza. O chamado de Deus é a expressão da sua natureza; conseqüentemente, quando recebo sua natureza e ouço o seu chamado, a voz da natureza divina ressoa em ambos, e os dois trabalham juntos. O Filho de Deus se revela em mim e, por devoção a ele, eu o sirvo pelos meios comuns da vida.

Extraído do Livro: Tudo Para Ele

Autor: Oswald Chambers

Para Meditar: "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8.

Oração: “Pai, quero sempre ouvir o Teu chamado e saber o que tens para me falar. Quero agir somente de acordo com a Tua vontade. Obrigado por me falar tão claramente através da Tua Palavra.” Amém.

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