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Curando
Feridas
03.01.2009
Todo
tipo de rejeição, tanto as francas, quanto as
dissimuladas, pode provocar seqüela no indivíduo. São
sentimentos horríveis de inferioridade, de insegurança e
até de autodesprezo. Atualmente, essa situação é
bastante evidente. Ela está nos quatro cantos do mundo. E
constatada em todas as fases da vida. Ela humilha,
machuca, fere, provoca depressões e infelicidade. É
muito triste sentir-se como alguém que está sobrando.
Que não está sendo notado. Que está completamente
ignorado. Isso, com certeza, é como se estivessem pisando
em nós. Este livro foi escrito por quem conviveu com o
clima nocivo da rejeição. Conheceu a dor da ingratidão.
Experimentou a traição. Sofreu com a injustiça. Essas
crueldades, nem sempre vêm de inimigos. Se viessem deles,
certamente haveria menos dor. Elas, entretanto, costumam
proceder de “amigos”, de alguém bem próximo de nós.
Por isso, tais crueldades nos machucam tanto. Ainda pode
ocorrer o pior: a pessoa se mostra arrependida de seus
atos. Damos a ela, novamente, nossa confiança. Somos,
outra vez, traídos.
Alguns
indivíduos parecem não ter mesmo jeito. São ímpios por vocação.
Uns não conhecem nem querem conhecer o amor de Deus; outros, até
professam esse amor com os lábios, mas suas ações dizem o contrário.
O seu prazer está em “passar por cima” das pessoas. Querem
impor suas opiniões ou obter suas vantagens de qualquer maneira.
Tentam tirar proveito de toda situação. Não lhes interessa quem
vai perder, conquanto que saiam ganhando. O resto do mundo é secundário.
Adoram a rudimentar filosofia do ganha-perde. Para eles, vale tudo:
avareza, chantagem, falsidade, fraude, hipocrisia, má-fé, mentira,
usura e todas aquelas coisas más que procedem de um coração
corrompido. Você está acostumado a ver isso por aí.
Essa
questão é antiga. Não se trata de um mal deste tempo. Em Isaías
53, nós lemos que Cristo era desprezado. O mais rejeitado entre os
homens. Homem de dores que sabe o que é padecer. Como um de quem os
homens escondem o rosto, foi humilhado, ferido e esmagado, por causa
de nossos pecados. DEle não fizemos caso algum.
Na
cruz, Cristo nos dá uma extraordinária lição, no sentido de como
enfrentar esse velho problema. Ele foi negado por um discípulo e
traído por outro. O bom pastor viu as ovelhas desaparecerem. O
senhor da ressurreição e da vida estava morrendo inocente. Naquela
situação terrível, de humilhação e de injustiça, Ele
surpreende: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.”
Ele pedia perdão a Deus em favor dos seus algozes. Ele olhou para a
frente. Deu volta por cima das circunstâncias. Não modificou seu
padrão mental, em função delas. Essa é uma extraordinária lição.
Quando a terrível sexta-feira terminou, parecia que o Filho de Deus
estava completamente derrotado. O clima era de tristeza e de
desapontamento. Mas, exatamente ali, o Criador iniciava a reconstrução
do mundo. O domingo logo chegou e, com ele, nasceu a esperança.
Eis
o mistério que todas as pessoas deveriam compreender para sua
felicidade e realização plena. Temos de amar ao próximo, mesmo
que ele seja nosso inimigo. Mesmo que seja um amigo falso. Porém,
devemos desprezar o ódio que ele, acaso, nos ofereça. Esse é o
remédio para a cura das feridas. É o que Deus fez e continua
fazendo conosco. Somos pecadores rebeldes. Deus nos ama assim mesmo.
Jesus, Seu Filho amado, sofreu e morreu por nós. Embora Deus nos
ame, Ele repudia o pecado que existe em nós.
Agora
que estamos iniciando um novo ano, é um momento bem propício para
recomeçarmos a nossa vida de acordo com a palavra de Deus,
perdoando os que tem alguma coisa contra nós e orando por eles,
pois é mandamento de Deus.
Extraído
e adaptado
do livro: O
Segredo do Triunfo
Autor:
Clovis
Rosa Nery
Para
Meditar: "O
meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros,
assim como eu vos amei. João."
João
15:12.
Oração:
“Senhor,
obrigado pelo Teu perdão, ajuda-me a perdoar aqueles que tem algo
contra mim. Que eu tenha um
coração compassivo e perdoador
e que neste ano eu consiga ser uma pessoa melhor do que fui até
agora.” Amém.
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