13.01.2024
“E
Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é
apto para o reino de Deus.” Lucas 9:62.
Deus não dirigiu o chamado a Isaías; o profeta ouviu Deus
dizendo: “Quem há de ir por nós?” O chamado de Deus não é
para uns poucos escolhidos, é para todos. Ouvir ou não o
chamado de Deus depende do estado em que se acham meus
ouvidos; e o que ouço depende da minha disposição. “Muitos
são chamados mas poucos escolhidos”, ou seja, poucos se
revelam como os escolhidos. Os escolhidos são os que
passaram a ter um relacionamento com Deus através de Jesus
Cristo, pelo qual sua disposição foi modificada e seus
ouvidos foram abertos, e ouviram a voz tranqüila e suave a
indagar o tempo todo: “Quem há de ir por nós?” Não é uma
questão de Deus separar um homem e lhe dizer: “Olhe, você
vai!” Deus não exerceu sobre Isaías nenhuma coação; ele
estava na presença de Deus e ouviu-lhe o chamado, e
percebeu que não lhe restava outra alternativa senão
dizer, com uma liberdade consciente: “Eis-me aqui,
envia-me a mim.” Tire da cabeça a idéia de esperar que
Deus lhe venha com coações e apelos. Quando o Senhor
chamou seus discípulos, não houve nenhuma coação externa
irresistível. A serena e terna insistência do seu
“Segue-me” foi dirigida a homens que estavam com todas as
suas faculdades bem alerta.
Se
permitirmos que o Espírito nos coloque face a face com Deus, também
nós ouviremos algo semelhante ao que Isaías ouviu, a voz tranqüila
e suave de Deus; e em perfeita liberdade diremos: “Eis-me aqui,
envia-me a mim”.
É
a voz de Deus que nos é dirigida particularmente, sobre algum
assunto nosso, e não adianta consultar a ninguém sobre ele. Temos
que manter esse profundo relacionamento apenas entre nós e Deus.
A
voz de Deus não é um eco da minha natureza; meu temperamento e
gostos pessoais não entram em questão. Enquanto eu ficar levando
em conta meu temperamento e pensando nas minhas aptidões pessoais,
nunca ouvirei a voz de Deus. Mas, quando passar a ter um
relacionamento com Deus, então me encontrarei nas mesmas condições
em que Isaías se encontrava. Ele estava tão afinado com Deus, dada
a tremenda crise por que passara, que conseguiu captar a voz de Deus
falando à sua alma atônita. A maioria de nós não tem ouvidos
para nada, a não ser para nós mesmos. Não conseguimos ouvir nada
do que Deus diz. Ser levado a uma sintonia com o chamado de Deus é
ser profundamente transformado.
O
chamado de Deus não é um chamado para um serviço determinado; a
interpretação que faço dele pode ser, porque meu contato com a
natureza de Deus me fez perceber o que eu gostaria de fazer para
ele.
Servir é parte natural de minha vida. Deus me coloca em um
relacionamento com ele pelo qual compreendo o seu chamado, e então
passo a trabalhar para ele voluntariamente, mas apenas por amor a
ele. Servir a Deus é uma consciente dádiva de amor, de uma natureza
que ouviu o chamado dele; é a expressão daquilo que é próprio de
minha natureza. O chamado de Deus é a expressão da sua natureza;
conseqüentemente, quando recebo sua natureza e ouço o seu chamado, a
voz da natureza divina ressoa em ambos, e os dois trabalham juntos.
O Filho de Deus se revela em mim e, por devoção a ele, eu o sirvo
pelos meios comuns da vida.
Extraído e
adaptado do Livro:
Tudo
Para Ele Pelo
Autor:
Oswald
Chambers
Para
Meditar:"Depois
disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e
quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui,
envia-me a mim."
Isaías 6:8.
Oração:
“Senhor,
quero sempre ouvir o Teu chamado e saber o que tens para
me falar. Quero agir somente de acordo com a Tua vontade.
Obrigado por me falar tão claramente através da Tua
Palavra. Eu oro e agradeço
em nome
de Jesus Cristo.”
Amém.