22.02.2014
“Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu
bramido em todo o dia.” Salmos 32:3.
A
pior escolha que podemos fazer é ficar calados diante da convicção
que o Espírito do Senhor nos concede. Toda vez que passamos do
limite, pisamos em terreno proibido e fazemos algo errado, o bom
Espírito de Deus vem e nos convence do pecado (João 16:8). Nessa
hora, devemos abrir o coração, reconhecendo que erramos, e, ao mesmo
tempo, pedir a misericórdia divina.
O simples fato de sermos convencidos dos erros que cometemos
significa que há perdão à nossa espera. Ora, o Senhor não trabalha
em vão, mas sempre com algum propósito. Ele não iria convencer-nos
de que falhamos para, então, negar-nos a Sua misericórdia. O perdão
passa a ser um direito de quem errou tão logo a pessoa é convencida
de que fez o que não devia. Basta reconhecer que pecou para que a
obra de Deus se complete. Tendo confessado a transgressão e pedido o
perdão, o homem pode e deve crer que foi perdoado.
Quem se cala diante da voz do Senhor comete um grande equívoco. De
fato, fingir que não entendeu ou não sentiu o toque divino é uma
falha grave - primeiro, porque fomos alvo do amor divino, o qual não
quer que ninguém se perca; segundo, porque, com o pecado, a comunhão
com o Senhor foi cortada. Se não nos acertarmos com Ele, confessando
a nossa falta e pedindo Seu perdão, estaremos para sempre separados
dEle.
Engana-se quem deixa o tempo passar e acha que, por isso, o pecado
já não existe mais. Ora, a única atitude que pode limpar-nos é
confessar e pedir perdão (1 João 1:9). Deixar de declarar a verdade
e de buscar a misericórdia divina só faz com que a nossa alma fique
inquieta e gema diante de Deus. É isso o que acontece com quem não
faz uso da abertura existente na Santa Palavra - a qual permite que
entremos e nos acertemos de uma vez por todas com o Senhor, para,
então, voltarmos a andar com a cabeça erguida, com determinação.
Essa pessoa perde a paz, o norte para o seu viver, e, mesmo que lute
muito, não conseguirá acertar-se. Com isso, sua saúde fica
comprometida, seu relacionamento conjugal se deteriora, e ela não
consegue mais se firmar na vida.
Somente o que pode livrar alguém da condenação da sua consciência é
a confissão e o consequente perdão que virá. Mas, até que isso
ocorra, o bramido do coração envelhecerá os seus ossos, a sua
estrutura. Então, a pessoa perde a moral, a vergonha, e, se ela não
parar rápido com essa atitude, começará a cair em uma sucessão de
erros. O pior é que essa estrutura envelhecida não aguentará a
pressão e se quebrará.
Quem perde com o envelhecimento das estruturas é quem se cala.
Portanto, se você errou, abra a sua boca e se acerte com o Senhor e
com a pessoa contra quem você cometeu o delito. Assim, não terá os
seus ossos envelhecidos, mas a mobilidade necessária para enfrentar
os ataques do diabo.
Extraído
e adaptado do livro:
Bençãos da Primavera
Autor:
R.
R. Soares
Para
Meditar: "Se
dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há
verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a
injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a
sua palavra não está em nós."
1 João 1:8-10.
Oração: “Senhor,
eu Te agradeço por enviar o Teu Espírito Santo para nos convencer
dos nossos pecados. Agora sei que se o Espírito Santo nos convence
do erro, Ele o faz para que sejamos perdoados. Sei também que quem
confessa o pecado e abandona, alcança misericórdia, mas quem
continuar no mau caminho pagará um preço alto. Pai, não quero fingir
que não estou sendo convencido do pecado, por isso eu Te peço
misericórdia. Não me deixes jamais desprezar a Tua orientação, pois
confessando, serei perdoado e reconduzido à plena comunhão.
Eu peço
e agradeço
em nome de Jesus
Cristo.” Amém.