19.03.2016
“Ora,
aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para
comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da
vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a
beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.”
2
Coríntios 9:10-11.
Certo dia, no começo do verão, eu ia passando por uma linda
campina. A relva aveludada parecia um imenso tapete oriental. Em
um canto, erguia-se uma bela árvore, já velha, abrigo de
inúmeros pássaros que enchiam de gorjeios o ar leve e
revigorante. À sombra da ramagem, duas vacas repousavam, imagem
de sossego e contentamento.
Ao
longo da estrada misturavam-se o roxo e o dourado das
violetas silvestres e dentes-de-leão.
Parei,
e fiquei ali por longo tempo, encostado à cerca, deixando
que meus olhos famintos se banqueteassem. Pensei comigo
mesmo que Deus jamais havia feito um lugar tão
aprazível. No dia seguinte passei por lá outra vez. Ah!
A mão demolidora já havia estado ali. Lá estava um
arado, cravado ainda no sulco. Em um dia um homem fizera
no local uma terrível devastação. Em vez da relva
verde, estava à mostra a terra escura, feia e nua; em vez
de pássaros cantando, algumas galinhas ciscavam. E nem
violetas, nem dentes-de-leão. E com pesar, pensei: “Como
poderia alguém estragar uma coisa tão linda?!”
Então
meus olhos foram abertos como por mão invisível e tive
uma visão: vi um milharal, com as espigas maduras,
prontas para a colheita. Via os longos pés de milho,
todos carregados, iluminados pelo sol do outono. Quase me
parecia ouvir a música do vento ao passar, agitando os
cabelos das espigas. E de repente, a terra escura
revestiu-se, para mim, de um esplendor que não possuía
na véspera.
Possamos
nós sempre ter a visão da abundante colheita que se
segue, quando o Grande Agricultor vem - como faz tantas
vezes - e sulca nossas almas, deixando diante de nosso
olhar torturado só o vazio sem beleza.
Por que me retrair ante o arado do meu Senhor, que faz sulcos
profundos em minha alma? Eu sei que ele não é um agricultor
inconseqüente. Ele tem em vista uma boa colheita.
Extraído
e adaptado do livro: Mananciais
no Deserto – Edição do Milênio
Autor:
Lettie
Cowman
Para Meditar: "Não dizeis vós que ainda há quatro meses até
que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e
vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. E o que ceifa
recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim
o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. Porque nisto é
verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu
vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e
vós entrastes no seu trabalho."
João
4:35-38.
Oração:
“Senhor, eu Te peço que me ajude a aceitar com paciência o Teu tempo
e a maneira que preparas a minha vida para que produza uma boa
colheita para Ti. Pai, que eu seja orientado pelo Teu Espírito Santo
para semear a Tua Palavra com sabedoria e que possa colher os frutos
da semeadura, voltando com alegria e trazendo a boa colheita para
depositar diante de Ti. Eu peço
e agradeço
em nome de Jesus
Cristo.” Amém.