14.04.2012
“A
resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”
Provérbios 15:1.
Nunca
responda a alguém com o coração chateado ou magoado. Em qualquer
situação, peça ao Senhor uma palavra, pois, dependendo do que
proferir, o furor será ou não desviado de você ou de outra
pessoa. Uma palavra dada com unção é capaz de restaurar uma
amizade, trazer amor e livrar um indivíduo das forças das trevas.
Já uma dura declaração faz aparecer a ira, a qual sempre fere
quem a possui e aquele que é alvo dela.
Quando
somos sábios, alegramos o coração do Pai. Para tal, jamais
devemos discutir com alguém no momento em que estivermos com o coração
amargurado, pois as palavras ásperas ferem, magoam e separam
grandes amigos. Frases rudes sempre nos causam males, por isso, a
sabedoria ensina-nos a falar somente quando estamos sendo “senhores de nossas emoções” e, mesmo assim, com
cuidado, examinando o que vem à nossa boca, a fim de que não
suscitemos a ira alheia.
Em
qualquer situação, peça a Deus que escolha para você a palavra
exata - aquela que Ele mesmo pronunciaria -, pois, se você falar
com brandura, além de desviar o furor, poderá, inclusive,
conquistar seus inimigos. No entanto, caso se expresse com cólera,
provocará um acesso de fúria nos outros. Dessa forma, jamais
insulte um empregado seu, por exemplo, ou outro indivíduo qualquer,
quando esse errar, ou tenha sido induzido ao erro. Lembre-se de que
todos têm sentimentos e, assim, são feridos com nossas ofensas.
A
palavra que o Senhor coloca em sua boca é ungida e a melhor em
qualquer situação, pois tem poder para restaurar uma amizade que
foi abalada. Além disso, ela causa uma reação de amor até mesmo
em um coração dominado pelo ódio. Já a declaração severa,
procedente de alguém magoado, faz aparecer a ira e,
consequentemente, fere, separa amigos e cria traumas que podem durar
a vida toda. Nesse caso, vale o ditado: “Benditas as palavras
que não foram ditas”. Todavia, esse dito é mais verdadeiro
ainda quando, mesmo achando que temos direito de “soltar o
verbo”, como popularmente se diz, refreamos nossa língua.
Uma vez tendo produzido a indignação, alguma
coisa ruim pode acontecer, pois esse mal sempre fere tanto aquele
que a praticou como a pessoa que recebeu a injúria.
Ao
pertencermos ao Altíssimo, devemos ser como Ele. A Escritura diz
que Deus é amor (1 João 4:8), por isso, ninguém consegue resistir
a esse sentimento, que é puro. Aquele que teme o Senhor deve
encher-se de amor, pois não há quem resista a ele. Quanto à ira,
sempre haverá quem decida enfrentá-la, entretanto, siga o sábio
conselho do livro de Provérbios e fale com brandura.
Extraído
e adaptado do livro: Bênçãos
do Outono
Autor:
R.
R. Soares
Para
Meditar: "Deixa
a ira, e abandona o furor; não te enfades, pois isso só leva
à prática do mal. Porque os malfeitores serão exterminados,
mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra."
Salmos
37:8-9.
Oração:
“Senhor,
enche-me com o Teu poder transformador, para que eu esteja sempre
pronto a perdoar e que as minhas palavras sejam sempre brandas e
conciliadoras. Que da minha boca saiam somente palavras de bênçãos
e nunca de maldição. Pai, abençoa a minha vida, em casa, no
trabalho, na igreja e em todos os meus caminhos.” Amém.